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Arara azul pequena

Características

É uma das araras-azuis de menor tamanho, possui predominantemente a coloração azul-esverdeado e uma barbela amarela em formato de meia-lua próximo a mandíbula. 

Parente da Arara-azul-grande e da Arara-azul-de-lear é também conhecida pelos nomes de arara-azul-claro, arara-celeste e arara-preta.

Espécie presumidamente extinta, pois não foi localizado nenhum indivíduo na natureza e nem em cativeiro.  Com população muito pequena e rara antes ou no início do século XIX, a Arara-azul-pequena desapareceu antes de ser bem conhecida. De acordo com os estudos, sua extinção se deve ao comércio clandestino de animais silvestres, catástrofe natural, redução de variabilidade genética ou descaracterização do ambiente natural com a assentamento humano ao longo dos rios. Existem exemplares taxidermizados (empalhamento científico), mas os mesmos pertencem a coleções de museus no exterior.

Dados Técnicos

Tamanho: Aproximadamente 72cm

Peso: 750 a 900g

Longevidade: Em média 80 anos 

Maturidade Sexual: De 6 a 8 anos 

Diferença Sexual: Não possui. Detectável apenas com o exame de DNA

Estatuto de conservação: PROVAVELMENTE EXTINTA (Vivia no sul do Brasil). O último registro teria sido um relato feito na década de 1960. O Ministério do Meio Ambiente considera como extinta desde 2003. Mas ainda há relatos dessas araras vivendo no Parque Nacional El Palmar na Argentina.

Taxonomia

Classe: Aves 

Ordem: Psittaciformes

Família: Psittacidae

Gênero: Anodorhynchus

Espécie: Anodorhynchus glaucus

Distribuição Geográfica

Habitava o sul do Paraguai, nordeste da Argentina, noroeste do Uruguai e Rio Grande do Sul, Brasil.

Hábitos

Como não há relatos comprovados, supõe-se que construíam ninhos em cavidades dos barrancos de rio, paredões rochosos ou cavidades arbóreas. Eram vistas aos pares, juntando-se a grupos para se alimentar nas palmeiras, onde os frutos verdes também lhe proporcionavam uma boa camuflagem.

Alimentação

Supõem-se que alimentavam-se de frutos de palmeiras com frutos grandes, como o butiá-yataí (Butia yatai) e o butiá (Butia capitata), além de outras palmeiras que ocorrem em sua área de distribuição histórica, como o carandaí (Trithrinax brasiliensis) e o carandá (Copernicia alba). É provável que também se alimentavam de frutos da estação.

Causas da Extinção

A espécie nunca foi muito comum na sua área de distribuição e as populações diminuíram consideravelmente durante a metade século XIX devido às caça e ao tráfico ilegal, assim como também pela destruição e degradação do habitat. Durante o século XX dois registros são aceitos, uma observação direta no Uruguai em 1951 e relatos locais no estado do Paraná no início da década de 1960. Embora geralmente considerada extinta, rumores persistentes de avistamentos recentes, relatos locais e rumores de aves comercializadas, na Holanda na década de 1970, no Brasil em meados de 1970 e na Suécia na década de 1980, indicam que a espécie possa ter sobrevivido. A espécie possui poucos registros de cativeiro, sendo que os últimos exemplares morreram no Zoológico de Londres em 1912, no Jardin d'Acclimatation, em Paris, em 1905 ou 1914, e no Zoológico de Buenos Aires em 1936.

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